Pelotas, RS

O coletivo nasceu da tradição das rendeiras e tecedeiras locais, herdeiras de saberes transmitidos entre gerações. Hoje, cerca de dez mulheres seguem tecendo histórias a partir do mar, com o apoio de homens da comunidade na coleta das redes de pesca. As redes reaproveitadas, originalmente de cor azul-escura, perdem o tom com o uso e, sob o desgaste do sal e do sol, ficam prontas para um novo tingimento. Esse processo transforma o que seria descarte em matéria-prima, reafirmando um compromisso com a sustentabilidade.

Nas mãos das Redeiras, resíduos como redes, escamas e couro de peixe renascem como bolsas, biojoias e acessórios. Trabalhando em tear manual e tear de prego, elas unem técnica e consciência ambiental, mostrando que a beleza também pode nascer do reaproveitamento. A estética das peças reflete o cotidiano litorâneo — o balanço das ondas, o brilho da lua e o ritmo das marés — traduzindo em arte o respeito ao mar e à natureza.

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