Salvinho
Pão de Açúcar, AL
Salvinho cresceu entre ferramentas, troncos e pigmentos, aprendendo o ofício da escultura com o pai, Abel, mestre da madeira. Ao lado do irmão, Cícero, deu continuidade a uma tradição familiar que transformou a pequena comunidade ribeirinha em um polo reconhecido da arte popular brasileira. Seu aprendizado vem da observação e da prática, moldado pelo cotidiano simples e pela relação afetiva com o território.
Suas esculturas, especialmente as de pássaros e cadeiras, traduzem o olhar poético sobre a natureza e a vida sertaneja. Em madeira reaproveitada, Salvinho imprime cores vibrantes e formas leves que evocam liberdade e alegria. Suas “cabeças de pássaro”, criadas em parceria com o irmão, tornaram-se ícones da Ilha do Ferro.