Pão de Açúcar, AL

Crescido entre ferramentas, troncos e o som do entalhe, Yang aprendeu o ofício observando o pai, o escultor Petrônio Farias, no acampamento Riacho Grande, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ainda menino, reproduzia pequenos animais em madeira, transformando a curiosidade em vocação. A arte tornou-se o caminho de sustento e de afirmação da família, que abriu as portas de casa para visitantes e transformou o sertão em galeria a céu aberto.

Após uma temporada no Maranhão e a breve intenção de estudar medicina em Cuba, Yang manteve-se fiel ao fazer artesanal. Suas esculturas, reconhecidas pelo equilíbrio entre rigor técnico e liberdade criativa, circulam hoje por galerias e coleções em todo o Brasil, reafirmando a força da tradição familiar e o papel do sertão como território de criação e resistência.

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