As festas populares como forma de imaginar o Brasil
Das Folias de Reis aos bois, o Brasil se conta em festa. Quando a celebração toma a rua, a memória ganha corpo, atravessa gerações e retorna sempre um pouco diferente.
A 5ª curadoria do projeto Artiz, Festa do Imaginário, nasceu de um olhar para as festas populares brasileiras como manifestações simbólicas e de criatividade. A seleção das peças forma um conjunto representativo desse universo e vem acompanhada de uma série de textos que ampliam essa conversa, pois vale ressaltar que o Artiz é uma iniciativa de fomento ao consumo consciente e ao comércio justo.
Este é o primeiro ensaio de uma série de textos que nos levará a conhecer mais a fundo a cultura popular do Brasil. Afinal, a base de um consumo consciente é comprar a partir de um propósito, que passa pelo conhecimento de como uma peça artesanal foi feita, por quem foi criada e, para além disso, o que ela significa em seus contextos culturais, sociais, ambientais e econômicos.
Então, vamos ao nosso aprendizado sobre algumas das nossas festas populares e sobre o que elas revelam a respeito das maneiras pelas quais o Brasil imagina a si mesmo.

Quem tenta organizar as festas populares brasileiras numa linha do tempo aprende depressa que o calendário é insuficiente. Uma celebração pode começar meses antes do dia da festa e continuar quando a praça já voltou à rotina. Há promessas antigas a serem cumpridas, roupas por terminar, ensaios, comida para muita gente. O sagrado vai ao baile, o profano acompanha a procissão, santos católicos dividem a noite com divindades de matrizes africanas. Um boi morre para tornar a nascer no ano seguinte. E o Carnaval, que seguimos chamando no singular por conveniência, continua empenhado em demonstrar que singular é justamente o que ele não é.
Também falham as gavetas em que tentamos guardar essa variedade. A expressão “festa popular brasileira” aproxima o Círio de Nazaré e o frevo, uma Folia de Reis mineira e um boi maranhense, o Bembé do Mercado, no Recôncavo Baiano, e o Fandango Caiçara do litoral de São Paulo e do Paraná. Cada manifestação reúne um mundo de histórias particulares. O que elas compartilham talvez esteja menos numa forma comum do que na capacidade de tornar visíveis relações que sustentam a vida coletiva.
A beleza costuma chegar primeiro aos olhos. Um Caboclo de Lança atravessa a rua e, por alguns instantes, parece possível que toda aquela exuberância tenha surgido pronta. Basta acompanhar a festa por mais tempo para que essa impressão desapareça. O que chega à rua é o resultado de um trabalho que começou muito antes e envolveu pessoas que aprenderam, ao longo dos anos, como fazê-lo continuar. Nem sempre foi fácil, nem sempre houve acordo, nem tudo se fez por devoção. Mas é justamente nesse processo, e não apenas no instante celebrado diante do público, que a festa ganha sua densidade. Para refazê-la a cada ano, uma comunidade precisa também refazer os vínculos que a tornam possível.

O país visto pela festa
Em 1987, Lélia Gonzalez publicou Festas populares no Brasil, o único livro que lançou em vida como autora única. Concebida para uma coleção internacional, a edição original não chegou ao mercado livreiro brasileiro. Um livro sobre as festas do país precisou esperar 37 anos para circular amplamente por aqui: em 2024, a Boitempo publicou uma nova edição, com projeto gráfico da Casa Rex e novos textos de apresentação.
Lélia sabia que a festa permitia ver o que certas narrativas da identidade nacional preferiam acomodar sob a palavra “mistura”. Ao deter o olhar sobre a cultura brasileira, escreveu ela, percebemos que o país “oculta, revelando, as marcas da africanidade que a constituem”. A formulação guarda uma tensão que a festa torna visível. Formas religiosas, musicais e corporais forjadas por populações negras sob a violência da escravidão passaram a compor a imagem que o Brasil faz de si, muitas vezes sem que a desigualdade desse percurso recebesse o mesmo reconhecimento.

Em Lélia, a sobrevivência cultural envolve deslocamento e invenção. As tradições afro-brasileiras que ela observa foram recriadas “sob condições as mais adversas”, adaptando-se sem romper todos os vínculos que lhes davam sentido. A alegria não apaga as coerções em meio às quais essas formas aprenderam a existir. Talvez seja esse um dos gestos mais fortes do livro: olhar a exuberância sem transformá-la em álibi para uma história conciliada.
Vista da festa, a cultura brasileira perde a aparência de acervo pacificado. Algumas formas chegam aos palcos oficiais e passam a representar o país; outras conservam enorme importância em seus territórios e circulam pouco fora deles. O reconhecimento público modifica alcance, recursos e prestígio, mas encontra uma história que começou antes, sustentada por quem empenhou trabalho e reputação para fazê-la continuar.

A festa e o lugar
Há uma diferença entre uma festa ocupar a rua e ter naquele lugar uma parte de sua própria história. Em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, o Bembé do Mercado retorna todos os anos ao Largo do Mercado Municipal. Sua origem remonta a 1889, primeiro aniversário da Abolição, quando negros recém-libertos, pescadores e povo de santo realizaram ali um candomblé público que durou três dias. Apenas um ano separava o fim legal da escravidão daquele gesto feito à vista da cidade.
O endereço permaneceu dentro da celebração. Atualmente, o Bembé começa nos terreiros, chega ao largo para o xirê e segue até a praia, onde são entregues presentes a Iemanjá e Oxum. Durante a festa, o Largo também recebe manifestações do Recôncavo, como o Nego Fugido de Acupe, que transforma o espaço em teatro de rua para encenar a escravidão, a fuga e a perseguição. Cada parte do percurso obedece às orientações religiosas das casas que o realizam. A abertura para a cidade convive com fundamentos que pertencem às comunidades de candomblé; ocupar o espaço público nunca significou entregar a qualquer observador o domínio sobre tudo o que nele acontece.

No Bembé, o rito, a memória e o lugar tornaram-se inseparáveis. A rua dá presença coletiva a uma religião historicamente perseguida e faz o presente atravessar a recordação da liberdade celebrada em 1889. Por isso, a cidade está implicada no que a festa lembra.
Antes que a música comece
Quando a festa enfim ocupa a rua, boa parte do trabalho que a tornou possível já aconteceu. A roupa pronta não conta o tempo que levou para ser feita, nem o cortejo revela quantas vezes foi preciso improvisar para que ele pudesse sair. Há uma espécie de apagamento produzido pelo próprio êxito da celebração: quanto mais inteira ela parece diante do público, menos se vê o esforço necessário para colocá-la de pé.
Nos documentos de patrimonialização, esse bastidor às vezes aparece. No processo de revalidação do Bumba Meu Boi do Maranhão, representantes de grupos relataram que compravam matérias-primas com recursos próprios e precisavam buscá-las fora de seus municípios ou mesmo do estado. O brilho da indumentária começa muito antes da apresentação, na dificuldade concreta de conseguir o que é necessário para fazê-la.

No Fandango Caiçara, trabalho e celebração pertenciam historicamente ao mesmo circuito. Os mutirões juntavam vizinhos em tarefas que uma família sozinha dificilmente cumpriria, como levar até a água uma canoa recém-construída. Depois, o anfitrião oferecia comida e fandango. O baile não surgia apenas como recompensa: fazia parte da reciprocidade que mantinha aquela ajuda em movimento.
Esse avesso também ajuda a perceber quem sustenta a celebração. Nas Marujadas de São Benedito do Pará, as mulheres têm presença marcante na organização e nos rituais. Personagens como a capitoa tornam essa presença visível dentro da própria celebração.

Para que esse trabalho continue, alguém precisa aprendê-lo, muitas vezes na prática, antes de conseguir explicá-lo em palavras.
Aprender olhando
Certos conhecimentos podem ser registrados com precisão e ainda assim não caber inteiros num manual. Uma cantiga pode ser transcrita; um ritual, descrito. Mas o registro não ensina, por si só, a perceber a hora de entrar numa roda ou o que muda quando a pessoa mais velha está presente. Há saberes que só se tornam legíveis na convivência.
Leda Maria Martins dedicou parte importante de seu trabalho às formas de memória inscritas no corpo e na performance. A partir de suas pesquisas e de sua experiência com os Reinados e Congados, formulou o conceito de oralitura para pensar uma memória que se escreve na própria ação do corpo. Em seus estudos sobre o tempo espiralar, passado, presente e futuro se enredam; aquilo que retorna traz as marcas do percurso.

Uma criança aprendendo no meio dos adultos permite ver esse processo. Ela observa antes de saber que está aprendendo. Tenta acompanhar um passo, erra a entrada e corrige a postura pela postura dos outros. Aos poucos, entende que participar depende de ler relações que ninguém precisou lhe explicar por inteiro.
No ano seguinte, a criança já sabe alguma coisa que antes desconhecia. Anos depois, talvez outra criança esteja olhando para ela. A transmissão aconteceu sem aulas e talvez sem que ninguém a chamasse de transmissão.

Principais festas e festejos populares brasileiros
Qualquer inventário será incompleto. Uma celebração pode receber nomes diferentes conforme o território, e as categorias frequentemente se atravessam. O panorama a seguir oferece uma orientação inicial e inclui também manifestações culturais que integram contextos festivos, sem reduzi-las a uma única classificação.
Ciclos do Natal e de Reis
Folias de Reis, Reisados, Ternos de Reis, Guerreiros e Pastoris podem envolver visitas a casas, pagamento de promessas, música, personagens e dramaturgia. Os nomes, as formações e os modos de celebrar variam amplamente pelo país, assim como a duração dos giros e a relação de cada grupo com a devoção.

Carnavais (sim, no plural)
Escolas de samba, blocos de rua e formas de brincar que mudam radicalmente de uma região para outra fazem do Carnaval brasileiro uma festa impossível de reduzir a um único modelo. Lélia Gonzalez chamou atenção para o papel decisivo das populações negras urbanas nessa história. No Rio de Janeiro, as primeiras escolas de samba se estruturaram no fim dos anos 1920 a partir de redes negras ligadas ao samba e transformaram a própria feição do carnaval da cidade. Em outros territórios, essa história tomou caminhos próprios: o frevo e os maracatus em Pernambuco, os afoxés e blocos afro na Bahia, os bate-bolas nos subúrbios cariocas são algumas das formas assumidas por carnavais muito diferentes entre si.

Festas juninas e ciclos de santos
Em muitas regiões do Nordeste, o calendário dos santos de junho se cruza historicamente com o calendário agrícola. O milho, base de tantas comidas juninas, também participa dessa história: persiste o costume de plantá-lo em torno do dia de São José, em março, esperando a colheita para o São João.
O ciclo ganha formas próprias em cada território. Em Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, São João é levado até o rio Paraguai numa celebração que reúne o culto ao santo e a Xangô. No Maranhão, junho é também o grande tempo do Bumba meu Boi, ligado à devoção a São João e a um ciclo que mobiliza comunidades por todo o estado.

Festas do Divino
As festas do Divino Espírito Santo assumiram formas muito diferentes pelo país, mas frequentemente fazem da preparação uma experiência coletiva tão importante quanto os dias de celebração. Em Pirenópolis, onde a tradição remonta ao início do século XIX, o tempo do Divino altera por semanas a rotina da cidade. As folias percorrem caminhos urbanos e rurais levando a bandeira de casa em casa e reunindo contribuições para a festa; a cada ano, um novo imperador assume a responsabilidade de conduzir sua realização com o apoio da comunidade. É nesse longo ciclo que também ganham lugar as Cavalhadas e os mascarados que tomam as ruas a cavalo.

Bois e brincadeiras do boi
O boi reaparece em diferentes partes do Brasil sem permanecer o mesmo. No Maranhão, falar em Bumba meu Boi significa falar também em diferenças internas: os chamados sotaques distinguem modos de brincar que foram se formando em distintas regiões do estado. No Amazonas, o boi-bumbá ganhou outras feições e se tornou parte importante da cultura do Médio Amazonas. Em Parintins, o boi ganhou uma arena monumental e se dividiu apaixonadamente entre o vermelho e o azul de Garantido e Caprichoso. Mas o universo do boi-bumbá é maior que essa rivalidade: outros bois continuam vivos nas ruas e comunidades da região.
Talvez esteja aí uma das razões da força dessa figura. O boi viaja, mas cada lugar o refaz à sua maneira.

Reinados, Congados e Congadas
Os Reinados, Congados e Congadas integram os chamados Saberes do Rosário, presentes principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Ligados à devoção a Nossa Senhora do Rosário e a outros santos negros, têm vínculos históricos com irmandades formadas por pessoas negras durante a escravidão. A coroação de reis e rainhas congos permanece em muitas celebrações, reelaborada segundo a história e as hierarquias de cada comunidade.
Romarias, procissões e festas de padroeiros
O Círio de Nazaré e as romarias de Juazeiro do Norte transformam a devoção em grandes deslocamentos coletivos e, por alguns dias, mudam o ritmo das cidades. Em festas de São Benedito e de tantos padroeiros espalhadas pelo país, o território pode ser menor, mas não é menos carregado de sentido. Uma igreja, uma capela ou o trajeto de uma procissão tornam-se pontos de retorno para famílias e comunidades que reencontram ali histórias, promessas e formas de pertencimento renovadas a cada celebração.

Festas de largo e lavagens
Na Bahia, sobretudo em Salvador, as festas de largo desenham um calendário próprio na cidade. Ele começa em dezembro, quando a Festa de Santa Bárbara toma o Pelourinho de vermelho e branco. A devoção à santa católica convive ali com a reverência a Iansã; depois da missa e da procissão, a celebração segue com caruru, samba e a ocupação dos largos do Centro Histórico.
Em janeiro, a Lavagem do Bonfim põe outro percurso em movimento. As baianas seguem da Conceição da Praia até a Colina Sagrada levando água de cheiro para lavar o adro da basílica, numa celebração atravessada pela devoção ao Senhor do Bonfim e pelas relações construídas, ao longo do tempo, com Oxalá.
Poucas semanas depois, em 2 de fevereiro, é o mar que organiza a festa. No Rio Vermelho, os presentes para Iemanjá seguem em embarcações conduzidas por pescadores. Entre uma celebração e outra, Salvador vai refazendo na rua uma história religiosa que não cabe numa única tradição.

Manifestações presentes em contextos festivos
Há manifestações que atravessam diferentes ocasiões e, por isso, escapam a uma classificação tão nítida. Tambor de Crioula, jongo, carimbó e ciranda podem ser o centro de uma celebração ou aparecer dentro de festas maiores, assumindo sentidos diferentes conforme o lugar e a comunidade que os realiza.
Outros festejos permanecem profundamente ligados a quilombos, comunidades pesqueiras ou pequenos povoados e quase não circulam fora dali. Um inventário nacional dificilmente lhes dará a mesma medida que têm na vida local.

O direito de mudar
Manter uma tradição viva também implica transformá-la, quando necessário. No processo de revalidação do título de patrimônio cultural do Bumba meu Boi maranhense, o Iphan registrou a introdução de fitas de LED nas indumentárias de cazumbás de alguns grupos do sotaque da Baixada sediados em São Luís.
Um patrimônio imaterial da humanidade. Piscando.
O cazumbá iluminado faz o passado conviver, literalmente, com uma tecnologia recente. A novidade surgiu dentro da própria brincadeira e foi incorporada às indumentárias de alguns grupos. O parecer registra o LED entre as transformações observadas desde o registro do bem.
A fita de LED torna a mudança especialmente visível, mas toda festa se altera à medida que a vida ao redor dela também muda.
A própria definição de patrimônio imaterial utilizada pelo Iphan incorpora esse movimento: o que se transmite entre gerações é “constantemente recriado” pelas comunidades em relação com o ambiente e a própria história.
O reconhecimento público complica esse movimento. Quando uma festa passa a ser observada também por instituições e visitantes, aquilo que muda deixa de dizer respeito apenas a quem a realiza. Surge uma expectativa externa sobre a aparência que a tradição deveria conservar, e essa expectativa pode acabar interferindo nas condições de apoio e circulação.
Por isso, compreender uma mudança exige saber de onde ela veio e o que estava em jogo para quem a propôs. Uma comunidade pode adotar um material novo justamente para manter a festa possível; de fora, a novidade pode parecer uma ameaça à autenticidade. É nessa fricção que o passado, quando convertido em modelo fixo, começa a pesar sobre as decisões do presente.
O que fica quando a festa passa
Quando a música cessa e a rua volta a ser dos automóveis e transeuntes, a festa pode parecer terminada. Mas nem tudo o que ela pôs em movimento termina ali.
Algumas de suas formas começam a circular longe do lugar onde ganharam sentido. Um boi reaparece numa fotografia; uma bandeirola foi moldada em cerâmica. Com o tempo, certas imagens viajam tanto que passam a parecer simplesmente “brasileiras”.
Nesse percurso, ganham novos sentidos e podem perder parte da história que as ligava às pessoas e aos lugares que lhes deram forma. Perguntar de onde vieram devolve a essas imagens uma origem concreta antes que pareçam pertencer ao país inteiro.

Um boi morre e torna a nascer. A bandeira volta à rua. Mas cada retorno acontece num presente diferente. Talvez seja assim que as festas imaginam o Brasil: fazendo o passado chegar novamente ao presente sem devolvê-lo intacto.
Festa do Imaginário nasceu desse trânsito entre a festa vivida e a criação. Para muitos dos artistas e artesãos reunidos na curadoria, esse repertório pertence à própria experiência e ao território onde vivem. Quando chega à obra, passa pelo saber e pela imaginação de quem lhe dá nova forma.
Compromisso do projeto Artiz
A pesquisa curatorial do projeto Artiz partiu desse universo para reunir e fomentar a comercialização de trabalhos em que as festas populares continuam a circular para além do instante da celebração. São peças que materializam histórias e modos de ver o mundo, ao mesmo tempo que incorporam a experiência singular de quem cria. Reunidas, elas compõem um tecido desse Brasil imaginado e vivido e dão outro sentido ao ato de comprar um objeto para a casa ou para uso pessoal. A assinatura, nesse caso, é também um ponto de partida: junto do nome de quem fez a peça, ela abre caminho para conhecer a história e o território que a tornaram possível.
O compromisso da Artesol, por meio do projeto Artiz, é aproximar quem escolhe uma peça das histórias que a acompanham. Saber de onde ela vem e o que foi necessário para que existisse muda os termos da escolha e abre espaço para um consumo mais informado e responsável.
Conheça a curadoria Festa do Imaginário.
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Para saber mais:
GONZALEZ, Lélia. Festas populares no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2024. Publicação original: Rio de Janeiro: Index, 1987.
MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória: o Reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997.
MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
SERRA, Ordep. Rumores de festa: o sagrado e o profano na Bahia. 2. ed. Salvador: EDUFBA, 2009.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis – Goiás. Brasília: Iphan, 2017. (Dossiê Iphan, 17).
IPHAN. Fandango Caiçara. Base de Referências Culturais – Bem Brasileiro.
IPHAN. Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão. Dossiê de registro e documentação do processo de revalidação.
IPHAN. Base de Referências Culturais – Bem Brasileiro: Bembé do Mercado; Marujadas de São Benedito no Pará; Saberes do Rosário: Reinados, Congados e Congadas; Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim; Patrimônio Imaterial.
IPHAN; MUNICÍPIO DE SALVADOR; FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATTOS. Ações de salvaguarda da Festa de Iemanjá. Salvador, 2020.
